O Procon Goiás informa que o serviço de fiscalização do transporte individual de passageiros em automóvel de aluguel (táxi), incluindo a BANDEIRA 2, é executado pela Secretaria Municipal de Fiscalização (SEFIS), conforme Decreto nº 3016 de 22 de maio de 2013.
A bandeira 2 está em vigor desde o mês passado, conforme o decreto nº 1.758, de 14 de julho de 2014, dispondo o seguinte:
“Art. 2º É obrigatória a utilização da BANDEIRA 1, no Serviço de Transporte Individual de Passageiros em Automóvel de Aluguel, provido a taxímetro no Município de Goiânia, exceto:
I – das 20h às 06h do dia seguinte – todos os dias;
II – após as 13h nos sábados;
III – aos domingos e feriados;
IV – na condução de passageiros para outros municípios, após ultrapassado o limite territorial do Município de Goiânia;
Parágrafo único. Nas exceções enumeradas neste artigo será utilizada a BANDEIRA 2, cujos valores representam acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a tarifa da BANDEIRA 1.” (NR)
A fiscalização, reforça o órgão de fiscalização, é de responsabilidade da Prefeitura de Goiânia/SEFIS. O Procon Goiás instaura processo quando o consumidor comparece ao órgão munido dos comprovantes da cobrança indevida, se possível: fotografias, horários, recibos e etc.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Procon Goiás
O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo – Seção Goiás (Ibedec-GO) atua, sem fins lucrativos, na defesa do direito do consumidor. Agende seu atendimento gratuito pelos telefones 62 3215-7700/7777. Nosso escritório funciona na Rua 5, nº 1.011 (quase esquina com a Praça Tamandaré), Setor Oeste, Goiânia (GO)
Pesquisar
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Novo consumidor tem menos tempo e mais critérios
O novo consumidor tem menos tempo e mais critérios. Além disso, o brasileiro está mais organizado, econômico e preocupado com as compras de bens não duráveis, que impactam diretamente nos seus gastos mensais. Por isso mesmo a lealdade com canais de compras vem se mostrando cada vez menor. As prioridades entre os compradores estão na praticidade.
Estudo mostra que 61% das donas de casa comparam preços antes de finalizar uma compra, principalmente por causa do orçamento familiar apertado, o que também as leva a procurar produtos em promoção no ponto de venda – 74% dos consumidores consideram promoções muito importante na hora da compra.
A experimentação também tem grande valor para o consumidor brasileiro, 42% buscam por produtos novos quando estão no ponto de venda e 44% reclamam por não conseguirem experimentar o produto antes de comprar. Informação é outro item importante para a dona de casa, 66% gostam de receber conselhos sobre benefícios e uso dos produtos antes de comprá-los.
Além disso, o consumidor está com menos tempo disponível e reduziu suas idas ao ponto de venda em 2013, resultando no aumento das compras de despensa e reposição. Em 2009, 67% das pessoas realizavam a compra do mês, em 2013 o número passou para 72%. Ou seja, o brasileiro está mais organizado, econômico e preocupado com as compras de bens não duráveis, que impactam diretamente nos seus gastos mensais.
Onde comprar?
A lealdade com canais de compras vem se mostrando cada vez menor. No ano de 2001, apenas 61% dos lares usavam pelo menos três formatos de estabelecimentos para se abastecer, porém atualmente 84% das famílias já fazem isso. Essa mixidade vem de necessidades diferentes por tipo de compra. O atacarejo, por exemplo, é um dos canais que mais vêm crescendo. Em 2013 este canal atingiu 13,5 milhões de lares e cresceu entre todos os consumidores.
As prioridades entre os compradores na hora de decidir onde ir está principalmente em locais com horários flexíveis, bebidas geladas e prontas para beber disponíveis, possibilidade de compra a granel, poucas filas e produtos que auxiliem a economia de tempo na cozinha.
Fonte: Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente (Conarec)
Estudo mostra que 61% das donas de casa comparam preços antes de finalizar uma compra, principalmente por causa do orçamento familiar apertado, o que também as leva a procurar produtos em promoção no ponto de venda – 74% dos consumidores consideram promoções muito importante na hora da compra.
A experimentação também tem grande valor para o consumidor brasileiro, 42% buscam por produtos novos quando estão no ponto de venda e 44% reclamam por não conseguirem experimentar o produto antes de comprar. Informação é outro item importante para a dona de casa, 66% gostam de receber conselhos sobre benefícios e uso dos produtos antes de comprá-los.
Além disso, o consumidor está com menos tempo disponível e reduziu suas idas ao ponto de venda em 2013, resultando no aumento das compras de despensa e reposição. Em 2009, 67% das pessoas realizavam a compra do mês, em 2013 o número passou para 72%. Ou seja, o brasileiro está mais organizado, econômico e preocupado com as compras de bens não duráveis, que impactam diretamente nos seus gastos mensais.
Onde comprar?
A lealdade com canais de compras vem se mostrando cada vez menor. No ano de 2001, apenas 61% dos lares usavam pelo menos três formatos de estabelecimentos para se abastecer, porém atualmente 84% das famílias já fazem isso. Essa mixidade vem de necessidades diferentes por tipo de compra. O atacarejo, por exemplo, é um dos canais que mais vêm crescendo. Em 2013 este canal atingiu 13,5 milhões de lares e cresceu entre todos os consumidores.
As prioridades entre os compradores na hora de decidir onde ir está principalmente em locais com horários flexíveis, bebidas geladas e prontas para beber disponíveis, possibilidade de compra a granel, poucas filas e produtos que auxiliem a economia de tempo na cozinha.
Fonte: Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente (Conarec)
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Senacon divulga os primeiros dados do consumidor.gov.br
O desempenho das empresas reclamadas no siteconsumidor.gov.br já pode ser consultado por empresas e consumidores. A disponibilização dos dados foi anunciada na semana passada pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon-MJ).
Estão disponíveis a quantidade de reclamações finalizadas por empresa, o índice de resolução, a satisfação do consumidor com o atendimento de seu fornecedor e o prazo médio de resposta. “Por ser um serviço público para solução alternativa de conflitos de consumo, é muito importante que toda a sociedade acompanhe o comportamento do mercado“, afirma a secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira.
O consumidor.gov.br foi lançado em 27 de junho e teve a adesão de 127 empresas (elas podem optar se querem ou não fazer parte do novo sistema). Outras 52 estão em fase de credenciamento e cerca de 19 mil consumidores estão cadastrados e mais de 9 mil já registraram reclamações.
A plataforma tem como proposta amenizar a vida dos consumidores que poderão utilizá-la para buscar solução de conflitos com seus fornecedores sem precisar se dirigir a um posto do Procon. E são justamente os Procons os gestores desse site.
Eles monitoraram as postagens das queixas e as respostas das empresas e, se for necessário, farão a intervenção, como, por exemplo, de demanda encaminhada à empresa errada ou de questão que está sub-judicie. Os órgãos públicos de defesa do consumidor poderão também interferir se a empresa não responder na ferramenta ou se o consumidor não concordar com as providências.
“Um dos principais objetivos do consumidor.gov.br é aproximar o consumidor dos fornecedores para solução de problemas. Para isso, criamos um espaço público de conciliação, para que as empresas valorizem muito essa oportunidade e contribuam para a diminuição de litígios judiciais e nos Procons”, completa a secretária.
Estão disponíveis a quantidade de reclamações finalizadas por empresa, o índice de resolução, a satisfação do consumidor com o atendimento de seu fornecedor e o prazo médio de resposta. “Por ser um serviço público para solução alternativa de conflitos de consumo, é muito importante que toda a sociedade acompanhe o comportamento do mercado“, afirma a secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira.
O consumidor.gov.br foi lançado em 27 de junho e teve a adesão de 127 empresas (elas podem optar se querem ou não fazer parte do novo sistema). Outras 52 estão em fase de credenciamento e cerca de 19 mil consumidores estão cadastrados e mais de 9 mil já registraram reclamações.
A plataforma tem como proposta amenizar a vida dos consumidores que poderão utilizá-la para buscar solução de conflitos com seus fornecedores sem precisar se dirigir a um posto do Procon. E são justamente os Procons os gestores desse site.
Eles monitoraram as postagens das queixas e as respostas das empresas e, se for necessário, farão a intervenção, como, por exemplo, de demanda encaminhada à empresa errada ou de questão que está sub-judicie. Os órgãos públicos de defesa do consumidor poderão também interferir se a empresa não responder na ferramenta ou se o consumidor não concordar com as providências.
“Um dos principais objetivos do consumidor.gov.br é aproximar o consumidor dos fornecedores para solução de problemas. Para isso, criamos um espaço público de conciliação, para que as empresas valorizem muito essa oportunidade e contribuam para a diminuição de litígios judiciais e nos Procons”, completa a secretária.
A plataforma já pode ser acessada pelos consumidores de 16 unidades da federação: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rondônia, Rio de Janeiro e São Paulo. Até 1º de setembro estará disponível para todo o Brasil.
Telecomunicações lideram queixas
Repetindo os demais rankings públicos de reclamações de consumidores, as empresas de telecomunicações lideram as postagens no consumidor.gov.br, com 48,5%, seguida por serviços financeiros (20,5%) e produtos de telefonia e informática (17,5%). Eletrodomésticos têm 6,98% das queixas.
A empresa mais reclamada é a Vivo Telefônica, que recebeu 1.213 indicações e solucionou 66,9% no prazo médio de 7,5 dias (o prazo máximo de respostas é de 10 dias). Oi Fixo vem em segundo lugar, com 1.091 queixas, e 99,5% foram respondidas em nove dias. A empresa solucionou 52,3%.
A nota dada pelo consumidor pós-solução da demanda postada no consumidor.gov.br é um dado que pode interferir na decisão de compra. Na média, as empresas receberam 1,95 (a nota máxima é 5), mas algumas chegaram próximas ao teto, como a Garantec, com 4,7; a Purificador de Água Brastemp, com 4,6 e as Atlas Eletrodomésticos e Lojas Americanas, com 4,5.
Para sete empresas, o consumidor deu nota 1 (BB Consórcio, TAM Viagens; Bradesco Auto/RE, Itaú Unibanco Capitalização, Luizaseg, Oi Paggo Administradora de Crédito e Sorriso Operadora Odontológica). A explicação para nota tão baixa pode ser encontrada no item solução. BB Consórcio, TAM Viagens, Itaú Unibanco Capitalização e Oi Paggo Administradora não apresentaram solução às demandas de seus clientes.
Odontoprev se destaca também entre as empresas que menos responderam (50%) e nas que mais demoraram para responder (9 dias). Nesse quesito, Avianca (voos internacionais), Caixa Seguros e Oi Paggo Administradora de Crédito só responderam a seus clientes no prazo-limite (de dez dias).
Conforme Juliana Pereira, da Senacon, o governo vai usar a conduta das empresas no consumidor.gov.br para criar políticas públicas e até intervenções. Segundo ela, está descartada a aplicação de multas com base nesses dados. “Por meio do consumidor.gov.br, o cidadão está sinalizando para o Estado o que está ocorrendo no mercado.”
A empresa mais reclamada é a Vivo Telefônica, que recebeu 1.213 indicações e solucionou 66,9% no prazo médio de 7,5 dias (o prazo máximo de respostas é de 10 dias). Oi Fixo vem em segundo lugar, com 1.091 queixas, e 99,5% foram respondidas em nove dias. A empresa solucionou 52,3%.
A nota dada pelo consumidor pós-solução da demanda postada no consumidor.gov.br é um dado que pode interferir na decisão de compra. Na média, as empresas receberam 1,95 (a nota máxima é 5), mas algumas chegaram próximas ao teto, como a Garantec, com 4,7; a Purificador de Água Brastemp, com 4,6 e as Atlas Eletrodomésticos e Lojas Americanas, com 4,5.
Para sete empresas, o consumidor deu nota 1 (BB Consórcio, TAM Viagens; Bradesco Auto/RE, Itaú Unibanco Capitalização, Luizaseg, Oi Paggo Administradora de Crédito e Sorriso Operadora Odontológica). A explicação para nota tão baixa pode ser encontrada no item solução. BB Consórcio, TAM Viagens, Itaú Unibanco Capitalização e Oi Paggo Administradora não apresentaram solução às demandas de seus clientes.
Odontoprev se destaca também entre as empresas que menos responderam (50%) e nas que mais demoraram para responder (9 dias). Nesse quesito, Avianca (voos internacionais), Caixa Seguros e Oi Paggo Administradora de Crédito só responderam a seus clientes no prazo-limite (de dez dias).
Conforme Juliana Pereira, da Senacon, o governo vai usar a conduta das empresas no consumidor.gov.br para criar políticas públicas e até intervenções. Segundo ela, está descartada a aplicação de multas com base nesses dados. “Por meio do consumidor.gov.br, o cidadão está sinalizando para o Estado o que está ocorrendo no mercado.”
Fonte: Diário do Comércio - SP
Consumidora consegue suspender aumento abusivo do plano de saúde
A autora I. U., ao completar 59 anos de idade, teve um aumento de 92,93% da mensalidade do plano de saúde, tendo procurado por diversas vezes o plano de saúde Unimed-Belém solicitando a solução do problema, sem, entretanto obter êxito, tendo a empresa requerida alegado que o aumento se tratava de suposto reajuste legal, com previsão contratual, por ter a requerente completado idade.
Para o escritório que assessorou a autora, o aumento onera excessivamente a consumidora, gerando desequilíbrio contratual, pois a cláusula que prevê aumento em razão de mudança de faixa etária não prevê os percentuais de cada uma delas, e a aplicação de percentual de 92,93% configura clara abusividade, em afronta a regra do artigo 51, IV, do Código de Defesa de Consumidor e ainda está em desacordo com as normas da Agencia Nacional de Saúde (Resolução Normativa Consu 63/2003).
A juíza da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Belém deferiu a liminar para determinar que a parte Ré proceda ao reajuste dos valores cobrados do plano de saúde da autora conforme a determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde) e ainda que abstenha-se de interromper a prestação de serviços de saúde a reclamante.
Com a decisão a mensalidade, que estava sendo cobrada no valor de R$ 1.570,56, passou a ser R$ 814,04. A ação pede ainda indenização por danos morais no valor de R$ 20.000,00, e a devolução dos valores pagos a mais pela consumidora, ambos pedidos ainda pendentes de julgamento.
Fonte: JusBrasil
Para o escritório que assessorou a autora, o aumento onera excessivamente a consumidora, gerando desequilíbrio contratual, pois a cláusula que prevê aumento em razão de mudança de faixa etária não prevê os percentuais de cada uma delas, e a aplicação de percentual de 92,93% configura clara abusividade, em afronta a regra do artigo 51, IV, do Código de Defesa de Consumidor e ainda está em desacordo com as normas da Agencia Nacional de Saúde (Resolução Normativa Consu 63/2003).
A juíza da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Belém deferiu a liminar para determinar que a parte Ré proceda ao reajuste dos valores cobrados do plano de saúde da autora conforme a determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde) e ainda que abstenha-se de interromper a prestação de serviços de saúde a reclamante.
Com a decisão a mensalidade, que estava sendo cobrada no valor de R$ 1.570,56, passou a ser R$ 814,04. A ação pede ainda indenização por danos morais no valor de R$ 20.000,00, e a devolução dos valores pagos a mais pela consumidora, ambos pedidos ainda pendentes de julgamento.
Fonte: JusBrasil
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
MP de Goiás discute vulnerabilidades e hipervulnerabilidades do consumidor
![]() |
| Aproximadamente 300 pessoas se reúnem na sede do MPGO |
Cerca de 300 pessoas, representantes de várias entidades,
participaram dos debates a respeito das vulnerabilidades e
hipervulnerabilidades do consumidor, levantados em seminário promovido pelo
Ministério Público de Goiás (MPGO) sobre este tema. O encontro foi realizado no dia 15 de
agosto, em parceria com o Instituto Brasileiro de Política e Direito do
Consumidor (Brasilcon) e as Jornadas Brasilcon Acadêmico.
O evento discutiu o
assunto a partir das considerações feitas em cinco palestras, que enfocaram
questões como a “proteção da criança consumidora”, “o princípio da
vulnerabilidade na publicidade e nas práticas comerciais”, “a hipervulnerabilidade
do consumidor idoso”, “a hipervulnerabilidade psíquica” e “a proteção do
consumidor turista”.
A saudação de boas-vindas aos participantes foi feita pelo
procurador-geral de Justiça, Lauro Machado Nogueira, que lembrou: o Código de
Defesa do Consumidor (CDC) já reconhecia, quando de sua edição, a situação
vulnerável do consumidor, ele observou que o assunto merece agora um olhar mais
atento.
“Diante da nova configuração da sociedade de consumo
brasileira, faz-se necessário também o reconhecimento de um estado de
vulnerabilidade agravada, a hipervulnerabilidade de certos grupos de
consumidores”, avaliou o procurador-geral de Justiça, Lauro Machado Nogueira,
citando que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) sempre previu tal situação.
Neste sentido, ele ainda observou ser recomendável assegurar
um tratamento jurídico diferenciado entre os vulneráveis e os hipervulneráveis,
garantindo a estes últimos uma proteção mais específica e qualificada. “Este
evento visa suscitar o debate sobre estes temas, ligados ao desequilíbrio
excessivo nas relações de consumo e a necessidade de interpretação do sistema
jurídico brasileiro de proteção dos consumidores a partir de novos fatores de
agravamento das situações de vulnerabilidade”, ponderou, desejando aos
presentes uma discussão proveitosa.
TÉCNICAS DE ESTÍMULO
Encarregado da palestra de abertura do seminário, sobre o
tema “O Princípio da Vulnerabilidade nas Publicidades e nas Práticas Comerciais”,
o procurador de Justiça Paulo Valério Dal Pai Moraes, do MP do Rio Grande do
Sul, explicou os critérios que norteiam a análise atual dessa questão. Fazendo
referência a estudos de Psicologia e Neurociência, ele mostrou como o marketing
e os fornecedores trabalham com técnicas direcionadas para exploração da
vulnerabilidade do consumidor para criar necessidades, desejos e estimular o
consumo.
Conforme alertou, é fundamental conhecer essa estrutura para
se alcançar uma situação de maior controle para o consumidor. Saber como o
sistema funciona, reforçou Dal Pai, permite desenvolver mecanismos mais
eficazes de proteção.
Na segunda palestra da manhã do dia 15 de agosto, o
professor Vitor Hugo do Amaral Ferreira, mestre em Integração Latino-Americana
pela Universidade Federal de Santa Maria, abordou o tema A Proteção da Criança
Consumidora.
IDOSO E A VULNERABILIDADE
PSÍQUICA
No período vespertino, o advogado especialista em Direito do Consumidor, doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cristiano Heineck Schmitt, falou sobre as áreas que abrangem a hipervulnerabilidade dos consumidores. Segundo enfatizou, o artigo 39, inciso 4º do CDC, veda ao fornecedor a prática abusiva de se prevalecer da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social.
Conforme esclareceu, é neste ponto que é preciso ter
especial atenção à defesa dos direitos dos consumidores idosos, jovens,
crianças, enfermos, pessoas com necessidades especiais e com baixo poder
aquisitivo. Ele ainda citou que o termo hipervulnerabilidade surgiu a partir do
Recurso Especial nº 586.316/MG, interposto no Superior Tribunal de Justiça (STJ),
de relatoria do ministro Herman Benjamim.
Ele julgou insuficientes os dizeres “contém glúten”,
veiculados em embalagens de alimentos industrializados considerando os riscos à
saúde e segurança de consumidores celíacos. Além do dever de informar, ele
afirmou que o fornecedor tem também o dever de advertência sobre eventuais
riscos. “A informação ao consumidor deve ser potencializada”, afirmou Schmitt.
Na segunda palestra da tarde, o professor Diógenes Carvalho,
doutor em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Estado de Goiás
(PUC-GO), falou sobre o tema “A Hipervulnerabilidade Psíquica do Consumidor”.
Já a professora Fabiana D'Andrea Ramos, doutora em Direito pela Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, abordou a “Proteção do consumidor Turista”.
CONCURSO DE ARTIGOS
Ao final da tarde, a coordenadora do Centro de Apoio
Operacional do Consumidor, Alessandra de Melo Silva, fez o lançamento do I
Concurso de Artigos do Tema “A Proteção dos Vulneráveis e Hipervulneráveis no
Direito Privado Brasileiro”. O objetivo da iniciativa é mobilizar a comunidade
jurídica, especialmente os acadêmicos em Direito, para a apresentação de artigo
jurídico que será publicado na próxima edição da Revista do Ministério Público
de Goiás. Confira aqui a íntegra do edital.
PARTICIPAÇÃO DO
IBEDEC GOIÁS
Convidado a participar do evento a convite do Ministério
Público Estadual como presidente do Instituto Brasileiro de Defesa e Estudo das
Relações de Consumo – Seção Goiás (Ibedec-GO), Wilson Cesar Rascovit ressaltou
a importância do curso realizado em Goiânia.
“O curso oferecido pelo Ministério Público, que discutiu a vulnerabilidade
e a hipervulnerabilidade do consumidor foi de suma importância aos
participantes, principalmente por ser direcionado aos futuros operadores do Direito
no País. Hoje, podemos verificar que crianças, idosos e turistas se enquadram
perfeitamente no quadro de hipervulnerabilidade”, disse.
“Nós, consumidores, somos totalmente vulneráveis às
publicidades e às práticas comercias realizadas pelos fornecedores e, muitas
vezes, adquirimos um produto impulsionados pelas propagandas realizadas
sobre determinado item”, ressaltou Rascovit.
Fonte: Da assessoria do Ibedec Goiás com informações de Ana Cristina Arruda e Cristina Rosa, da Assessoria
de Comunicação Social do MP-GO. Foto: João Sérgio/MPGO
Procon Goiás orienta candidato a motorista que pretende tirar CNH
O Procon Goiás faz um alerta para o consumidor que deseja iniciar o processo para adquirir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Veja abaixo as orientações do órgão de defesa do consumidor.
É importante que o candidato observe o melhor custo/benefício e faça, antes, uma pesquisa de preços. O candidato a motorista possui duas opções para iniciar o processo, a primeira é no próprio site do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) - www.detran.go.gov.br, e a segunda opção é a contratação do serviço por meio de uma autoescola.
Ao optar pela abertura do processo por meio do Detran, o consumidor deve seguir as orientações dispostas no site do órgão, que possui informações sobre o procedimento, além dos valores das taxas cobradas referentes a cada categoria. Porém, será necessário a contratação de uma autoescola para as aulas práticas de direção.
Quando a opção pela abertura do processo for diretamente em uma autoescola, a empresa poderá sugerir ao candidato o Centro de Formação de Condutores (CFC) para a realização do curso teórico. Porém, não poderá haver imposição, pois pode configurar como venda casada, devendo, nesses casos, haver a denúncia ao órgão de defesa do consumidor. No entanto, as informações devem estar claras e precisas ao consumidor como, qual o valor das taxas cobradas, como, por exemplo, de matrícula pelo serviço de aulas práticas e de reteste, em possível caso de reprovação.
Pesquisar ainda é a melhor dica, se a intenção for economizar. Antes de contratar os serviços cobrados pelas autoescolas, verifique junto ao Detran os valores cobrados individualmente e constate a diferença cobrada pelos serviços contratados, que são os honorários ou as chamadas taxas de matrículas, avaliando neste caso o melhor custo/benefício.
Procure se informar antes de contratar os serviços de determinada empresa, o grau de satisfação de amigos ou conhecidos que já utilizaram os serviços deste estabelecimento. Exija da autoescola que todas as aulas teóricas e práticas sejam cumpridas rigorosamente em quantidade e tempo de cada aula.
Peça ainda, por escrito, tudo que foi prometido pela autoescola e exija recibo de tudo que for pago. Isso será necessário em caso de necessidade de abertura de reclamação futura junto aos órgãos de defesa do consumidor.
Por fim, lembre-se: o consumidor é quem escolhe se quer abrir o processo diretamente no Detran ou na autoescola. O Procon Goiás está à disposição do consumidor que deseja tirar dúvida ou que queira fazer uma denúncia por meio do número 151 (ligação gratuita) ou ainda (62) 3201-7100.
Fonte: Procon Goiás
É importante que o candidato observe o melhor custo/benefício e faça, antes, uma pesquisa de preços. O candidato a motorista possui duas opções para iniciar o processo, a primeira é no próprio site do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) - www.detran.go.gov.br, e a segunda opção é a contratação do serviço por meio de uma autoescola.
Ao optar pela abertura do processo por meio do Detran, o consumidor deve seguir as orientações dispostas no site do órgão, que possui informações sobre o procedimento, além dos valores das taxas cobradas referentes a cada categoria. Porém, será necessário a contratação de uma autoescola para as aulas práticas de direção.
Quando a opção pela abertura do processo for diretamente em uma autoescola, a empresa poderá sugerir ao candidato o Centro de Formação de Condutores (CFC) para a realização do curso teórico. Porém, não poderá haver imposição, pois pode configurar como venda casada, devendo, nesses casos, haver a denúncia ao órgão de defesa do consumidor. No entanto, as informações devem estar claras e precisas ao consumidor como, qual o valor das taxas cobradas, como, por exemplo, de matrícula pelo serviço de aulas práticas e de reteste, em possível caso de reprovação.
Pesquisar ainda é a melhor dica, se a intenção for economizar. Antes de contratar os serviços cobrados pelas autoescolas, verifique junto ao Detran os valores cobrados individualmente e constate a diferença cobrada pelos serviços contratados, que são os honorários ou as chamadas taxas de matrículas, avaliando neste caso o melhor custo/benefício.
Procure se informar antes de contratar os serviços de determinada empresa, o grau de satisfação de amigos ou conhecidos que já utilizaram os serviços deste estabelecimento. Exija da autoescola que todas as aulas teóricas e práticas sejam cumpridas rigorosamente em quantidade e tempo de cada aula.
Peça ainda, por escrito, tudo que foi prometido pela autoescola e exija recibo de tudo que for pago. Isso será necessário em caso de necessidade de abertura de reclamação futura junto aos órgãos de defesa do consumidor.
Por fim, lembre-se: o consumidor é quem escolhe se quer abrir o processo diretamente no Detran ou na autoescola. O Procon Goiás está à disposição do consumidor que deseja tirar dúvida ou que queira fazer uma denúncia por meio do número 151 (ligação gratuita) ou ainda (62) 3201-7100.
Fonte: Procon Goiás
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Cinco erros que acabam com o seu dinheiro antes do fim do mês
É muito comum ouvirmos queixas de amigos e pessoas próximas quanto ao fato do salário acabar antes do final do mês. Esse fato, muitas vezes levado para o lado do bom humor característico do brasileiro, na verdade representa um grave problema financeiro para boa parte das pessoas.
A regra máxima e mais abrangente da educação financeira defende que as pessoas respeitem os limites de renda. A boa gestão muitas vezes pode ser resumida no indispensável e óbvio hábito de gastar menos do que se ganha. É claro que outras questões, como investir com inteligência ao longo no tempo, também fazem enorme diferença.
Analisando ao longo do tempo algumas características das pessoas que passam por problemas financeiros clássicos (o dinheiro do salário que cai na conta corrente e rapidamente acaba), percebi que existem algumas razões a existência de tal situação.
São padrões que se repetem e muitas vezes não são percebidos por quem está envolvido na situação. Dentro dessas diversas razões, cinco me chamaram especialmente a atenção e peço espaço para compartilhá-las a partir de agora:
Erro 1: Consumismo por impulso
Em diversos momentos da vida, percebemos que as pessoas tomam decisões de consumo erradas, especialmente diante de situações de forte apelo emocional. É assim, por exemplo, quando gastamos mundos e fundos quando descobrimos que um filho está a caminho, quando decidimos, de bate pronto, comprar um presente pra quem amamos ou na hora de preparar a melhor festa de casamento possível.
Essas decisões com aspectos puramente emocionais representam despesas que costumam ser altas – até por isso são, na maioria das vezes, parceladas e passam a fazer parte dos gastos das pessoas por um longo tempo. Outro exemplo típico de decisão de consumo tomada por forte apelo emocional é a troca de carro. O brasileiro vê o carro como um bem posicional e essa relação de amor e dívidas cria grandes problemas pra muita gente.
Como mudar esse quadro? Para quem percebe que é muito suscetível a tomar decisões inesperadas e com forte apelo emocional é justamente dedicar mais tempo para planejar melhor o que irá fazer com o dinheiro dentro do mês.
É fundamental também criar, o mais rapidamente possível, uma estratégia para formação de reservas (para emergências) e também para investir. A melhor alternativa é sempre separar um percentual do salário para esse fim e não esperar o final do mês para ver o que sobrou.
Erro 2: Gastos desnecessários e desconhecidos
Ao analisarmos os gastos das pessoas que nos contratam para o serviço de consultoria financeira, especialmente a planilha de acompanhamento de gastos, é sempre fácil encontrar valores consideráveis categorizados como “Outras despesas”, “Gastos Diversos” ou simplesmente “Outros”.
O fato de não categorizar devidamente os gastos faz com que não seja possível detectar para onde o dinheiro está indo de fato. Com a experiência do trabalho, o fato de não estar categorizado sinaliza que tratam-se de despesas muitas vezes desnecessárias e que não estavam previstas dentro do orçamento. Bobagem, mesmo. É fundamental acompanhar o orçamento doméstico de perto e tratar fazê-lo da forma mais detalhada possível, pois dessa forma será muito mais fácil definir o real padrão de vida e ajustar gastos para as diferentes despesas que fazem parte da vida das pessoas.
Erro 3: Ostentar e não seguir um padrão de vida só seu
O automóvel pode exemplificar um dos principais símbolos de ostentação no Brasil. Muita gente passou a considerar uma pessoa bem-sucedida ao avaliar qual carro a pessoa está dirigindo. Com isso, muitos decidiram trocar de carro, buscando um modelo mais luxuoso, simplesmente porque não aguentou ver os amigos de trabalho com carros novos e “melhores” que o seu. Para não ficar “por baixo”, há quem se viu “obrigado” a comprar um novo carro, afinal o velho sinalizava fracasso (?!).
As pessoas escolhem trocar de carro pelas razões erradas. O fator segurança é frequentemente negligenciado, sendo as escolhas basicamente tomadas pelo status que alguns modelos (mais caros) podem oferecer aos seus donos. Aqui o desfecho é também semelhante ao do primeiro erro. Para poder bancar e desfilar sua ostentação e “sucesso”, muita gente opta por financiar o carro com parcelas a perder de vista. Muitas parcelas, somadas aos outros gastos que o carro traz, acabam destruindo as finanças (e, mais importante, a família) de muita gente.
O exemplo do carro pode ser substituído por imóveis, viagens sem planejamento para locais que são mais caros porque estão na moda e por ai vai. Viva a sua vida, definida por prioridades e necessidades suas e de sua família e sem o peso das expectativas dos outros. Parece fácil, eu sei, mas não é bem assim. Comece definindo as suas prioridades familiares e delas estruture seu padrão de vida e orçamento doméstico.
Erro 4: Não saber o que quer na vida
Alguém já disse que “quem não sabe o que quer costuma se contentar com pouco”. Trata-se de uma afirmação que tem a minha simpatia. Graças ao meu trabalho, tenho a oportunidade de conhecer muitas pessoas de diferentes perfis. Aproveito a chance para conversar e observar a forma como essas pessoas lidam com algo que considero fundamental: a ambição.
Algumas pessoas consideram que ambição é algo ruim, mas pensam assim porque frequentemente a confundem com ganância. Eu considero que a dose certa de ambição é fundamental para quem busca sucesso em qualquer parte da vida, e nas finanças isso também acontece.
Tenho notado uma característica surpreendente em muita gente que hoje passa por problemas de ordem financeira: a maioria não sabe o que quer da vida; são pessoas que se preocupam apenas com o hoje e abrem mão de planejar o futuro. Elas simplesmente não têm prioridades.
São pessoas que não sabem, por exemplo, diferenciar o longo do curto prazo. Tem gente que trata 12 meses como longo prazo e isso certamente é algo que acaba prejudicando o planejamento financeiro e a conquista dos sonhos.
Vale lembrar que o brasileiro teve sua expectativa de vida aumentada em 17,9% entre os anos de 1980 e 2013, passando de 62,9 anos (média) para 73,9 (média), de acordo com Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Ao viver mais, é importantíssimo levar em consideração, cada vez mais cedo, a necessidade de programar a aposentadoria e a formação de poupança, aceitando de uma vez por todas que a Previdência Social não terá condições financeiras para arcar com as aposentadorias e benefícios das pessoas.
Ou seja, tenha um Plano B para o seu futuro e comece a investir nele agora mesmo! A ideia não é deixar de viver o presente, mas conscientizar-se de que definir prioridades e planejar os próximos passos da vida e carreira tornarão as coisas mais simples. A tendência é que os sonhos sejam alcançados (afinal, essa é a graça, certo?).
Erro 5: Não estipular no orçamento valores para compras e lazer
No Brasil, um fenômeno muito interessante acontece em muitas famílias. As pessoas passam um período muito longo sem gastar com lazer e compras de uma maneira geral e acabam, em uma única oportunidade, gastando muito e estourando todo o orçamento para os meses (e anos) futuros.
Há nessa situação dois aspectos: o primeiro é o represamento do consumo. Hoje, percebemos nos comerciais e na mídia um assédio constante para aproveitar ofertas mirabolantes de praticamente tudo, desde roupas, sapatos, oportunidades de viajar para lugares inesquecíveis até comida congelada.
Quem não separa um valor mensal adequado para esse tipo de gasto se torna muito mais vulnerável a ceder aos encantos do consumo e normalmente quando o faz costuma “chutar o balde”.
O segundo aspecto é que a maioria dos gastos para despesas deste tipo são pagos através de cartão de crédito. Os valores altos feitos sem planejamento logo chegam em casa na forma de uma fatura, que algumas pessoas decidem pagar usando a opção do rotativo do cartão (pagamento mínimo), modalidade que alcança juros superiores a 200% ao ano, a partir daí a bola de neve começa a rolar e pra muita gente é o começo de muitos problemas.
A melhor alternativa é destinar valores realistas para as despesas com lazer e compras dentro do orçamento mensal. Agindo dessa forma, as tentações de consumo serão dissipadas por meio do bom planejamento. Além disso, se você não é bom no controle financeiro familiar, evite concentrar muitas compras no cartão de crédito.
Fonte: Dinheirama
A regra máxima e mais abrangente da educação financeira defende que as pessoas respeitem os limites de renda. A boa gestão muitas vezes pode ser resumida no indispensável e óbvio hábito de gastar menos do que se ganha. É claro que outras questões, como investir com inteligência ao longo no tempo, também fazem enorme diferença.
Analisando ao longo do tempo algumas características das pessoas que passam por problemas financeiros clássicos (o dinheiro do salário que cai na conta corrente e rapidamente acaba), percebi que existem algumas razões a existência de tal situação.
São padrões que se repetem e muitas vezes não são percebidos por quem está envolvido na situação. Dentro dessas diversas razões, cinco me chamaram especialmente a atenção e peço espaço para compartilhá-las a partir de agora:
Erro 1: Consumismo por impulso
Em diversos momentos da vida, percebemos que as pessoas tomam decisões de consumo erradas, especialmente diante de situações de forte apelo emocional. É assim, por exemplo, quando gastamos mundos e fundos quando descobrimos que um filho está a caminho, quando decidimos, de bate pronto, comprar um presente pra quem amamos ou na hora de preparar a melhor festa de casamento possível.
Essas decisões com aspectos puramente emocionais representam despesas que costumam ser altas – até por isso são, na maioria das vezes, parceladas e passam a fazer parte dos gastos das pessoas por um longo tempo. Outro exemplo típico de decisão de consumo tomada por forte apelo emocional é a troca de carro. O brasileiro vê o carro como um bem posicional e essa relação de amor e dívidas cria grandes problemas pra muita gente.
Como mudar esse quadro? Para quem percebe que é muito suscetível a tomar decisões inesperadas e com forte apelo emocional é justamente dedicar mais tempo para planejar melhor o que irá fazer com o dinheiro dentro do mês.
É fundamental também criar, o mais rapidamente possível, uma estratégia para formação de reservas (para emergências) e também para investir. A melhor alternativa é sempre separar um percentual do salário para esse fim e não esperar o final do mês para ver o que sobrou.
Erro 2: Gastos desnecessários e desconhecidos
Ao analisarmos os gastos das pessoas que nos contratam para o serviço de consultoria financeira, especialmente a planilha de acompanhamento de gastos, é sempre fácil encontrar valores consideráveis categorizados como “Outras despesas”, “Gastos Diversos” ou simplesmente “Outros”.
O fato de não categorizar devidamente os gastos faz com que não seja possível detectar para onde o dinheiro está indo de fato. Com a experiência do trabalho, o fato de não estar categorizado sinaliza que tratam-se de despesas muitas vezes desnecessárias e que não estavam previstas dentro do orçamento. Bobagem, mesmo. É fundamental acompanhar o orçamento doméstico de perto e tratar fazê-lo da forma mais detalhada possível, pois dessa forma será muito mais fácil definir o real padrão de vida e ajustar gastos para as diferentes despesas que fazem parte da vida das pessoas.
Erro 3: Ostentar e não seguir um padrão de vida só seu
O automóvel pode exemplificar um dos principais símbolos de ostentação no Brasil. Muita gente passou a considerar uma pessoa bem-sucedida ao avaliar qual carro a pessoa está dirigindo. Com isso, muitos decidiram trocar de carro, buscando um modelo mais luxuoso, simplesmente porque não aguentou ver os amigos de trabalho com carros novos e “melhores” que o seu. Para não ficar “por baixo”, há quem se viu “obrigado” a comprar um novo carro, afinal o velho sinalizava fracasso (?!).
As pessoas escolhem trocar de carro pelas razões erradas. O fator segurança é frequentemente negligenciado, sendo as escolhas basicamente tomadas pelo status que alguns modelos (mais caros) podem oferecer aos seus donos. Aqui o desfecho é também semelhante ao do primeiro erro. Para poder bancar e desfilar sua ostentação e “sucesso”, muita gente opta por financiar o carro com parcelas a perder de vista. Muitas parcelas, somadas aos outros gastos que o carro traz, acabam destruindo as finanças (e, mais importante, a família) de muita gente.
O exemplo do carro pode ser substituído por imóveis, viagens sem planejamento para locais que são mais caros porque estão na moda e por ai vai. Viva a sua vida, definida por prioridades e necessidades suas e de sua família e sem o peso das expectativas dos outros. Parece fácil, eu sei, mas não é bem assim. Comece definindo as suas prioridades familiares e delas estruture seu padrão de vida e orçamento doméstico.
Erro 4: Não saber o que quer na vida
Alguém já disse que “quem não sabe o que quer costuma se contentar com pouco”. Trata-se de uma afirmação que tem a minha simpatia. Graças ao meu trabalho, tenho a oportunidade de conhecer muitas pessoas de diferentes perfis. Aproveito a chance para conversar e observar a forma como essas pessoas lidam com algo que considero fundamental: a ambição.
Algumas pessoas consideram que ambição é algo ruim, mas pensam assim porque frequentemente a confundem com ganância. Eu considero que a dose certa de ambição é fundamental para quem busca sucesso em qualquer parte da vida, e nas finanças isso também acontece.
Tenho notado uma característica surpreendente em muita gente que hoje passa por problemas de ordem financeira: a maioria não sabe o que quer da vida; são pessoas que se preocupam apenas com o hoje e abrem mão de planejar o futuro. Elas simplesmente não têm prioridades.
São pessoas que não sabem, por exemplo, diferenciar o longo do curto prazo. Tem gente que trata 12 meses como longo prazo e isso certamente é algo que acaba prejudicando o planejamento financeiro e a conquista dos sonhos.
Vale lembrar que o brasileiro teve sua expectativa de vida aumentada em 17,9% entre os anos de 1980 e 2013, passando de 62,9 anos (média) para 73,9 (média), de acordo com Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Ao viver mais, é importantíssimo levar em consideração, cada vez mais cedo, a necessidade de programar a aposentadoria e a formação de poupança, aceitando de uma vez por todas que a Previdência Social não terá condições financeiras para arcar com as aposentadorias e benefícios das pessoas.
Ou seja, tenha um Plano B para o seu futuro e comece a investir nele agora mesmo! A ideia não é deixar de viver o presente, mas conscientizar-se de que definir prioridades e planejar os próximos passos da vida e carreira tornarão as coisas mais simples. A tendência é que os sonhos sejam alcançados (afinal, essa é a graça, certo?).
Erro 5: Não estipular no orçamento valores para compras e lazer
No Brasil, um fenômeno muito interessante acontece em muitas famílias. As pessoas passam um período muito longo sem gastar com lazer e compras de uma maneira geral e acabam, em uma única oportunidade, gastando muito e estourando todo o orçamento para os meses (e anos) futuros.
Há nessa situação dois aspectos: o primeiro é o represamento do consumo. Hoje, percebemos nos comerciais e na mídia um assédio constante para aproveitar ofertas mirabolantes de praticamente tudo, desde roupas, sapatos, oportunidades de viajar para lugares inesquecíveis até comida congelada.
Quem não separa um valor mensal adequado para esse tipo de gasto se torna muito mais vulnerável a ceder aos encantos do consumo e normalmente quando o faz costuma “chutar o balde”.
O segundo aspecto é que a maioria dos gastos para despesas deste tipo são pagos através de cartão de crédito. Os valores altos feitos sem planejamento logo chegam em casa na forma de uma fatura, que algumas pessoas decidem pagar usando a opção do rotativo do cartão (pagamento mínimo), modalidade que alcança juros superiores a 200% ao ano, a partir daí a bola de neve começa a rolar e pra muita gente é o começo de muitos problemas.
A melhor alternativa é destinar valores realistas para as despesas com lazer e compras dentro do orçamento mensal. Agindo dessa forma, as tentações de consumo serão dissipadas por meio do bom planejamento. Além disso, se você não é bom no controle financeiro familiar, evite concentrar muitas compras no cartão de crédito.
Fonte: Dinheirama
Assinar:
Postagens (Atom)







