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quarta-feira, 25 de março de 2015

Inflação, desemprego e alta de juros elevam inadimplência com cheque, diz Serasa

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi 2,19% em fevereiro, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. O número é maior que o registrado no levantamento anterior, em janeiro (2,06%) e também há um ano, em fevereiro de 2014, quando foi 1,99%. 

Este resultado foi o segundo maior para um mês de fevereiro, em toda a série histórica, perdendo apenas para a inadimplência de 2,32% registrada em fevereiro de 2009.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência com cheques, em todo país, reflete as dificuldades financeiras dos consumidores neste início de ano. “Essas dificuldades estão sendo determinadas pela a alta da inflação, pelo aumento do desemprego, e pelas sucessivas elevações das taxas de juros”, dizem.

Na região Norte, a devolução de cheques em fevereiro foi 7,20% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 6,31% registrada em janeiro. Em fevereiro de 2014 esse percentual chegou a 4,03% do total de cheques compensados na região. No Nordeste essa taxa chegou a 6,28%, superior à de janeiro, quando alcançou 5,54%. Em fevereiro do ano passado, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos nessa região havia sido 3,85%.

No Sudeste, a devolução de cheques foi 1,32% do total, maior que a registrada em janeiro (1,25%). Na comparação com fevereiro de 2014, o resultado foi menor (1,55%). Na Região Centro-Oeste, esse número foi 5,01%, superior ao verificado em janeiro (4,75%) e em fevereiro do ano passado (2,81%).

Na região Sul, a devolução de cheques em fevereiro foi 4,50% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,29% registrada em janeiro. Em fevereiro do ano anterior, a devolução de cheques também foi menor (2%) que o levantamento mais recente.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 24 de março de 2015

Conheça cinco aplicativos gratuitos que podem melhorar o dia a dia dos consumidores

Você já se irritou ao ficar esperando durante um longo tempo para falar com um atendente ao telefone ou em alguma loja? Ainda não encontrou a melhor maneira para controlar as finanças pessoais? Sente dificuldades na hora de dividir a conta do restaurante com os amigos?

Certamente você já passou por uma ou todas essas inquietações que são vividas com frequência por inúmeras pessoas. Como parte das comemorações do Dia Internacional do Consumidor, selecionamos cinco aplicativos de celular, gratuitos e bem avaliados pelos usuários, que prometem acabar com algumas situações que podem complicar o seu dia.

1 - Tem Fila:

O consumidor que pretende ganhar tempo e escapar de filas em estabelecimentos comerciais pode contar com o aplicativo “Tem Fila”, que permite aos usuários compartilharem informações sobre o tempo de espera em estabelecimentos comerciais. Vale lembrar, que os relatos são atualizados pelos próprios usuários.

2 - Passa Régua:

Ir ao bar para se encontrar com os amigos é um dos entretenimentos preferidos dos brasileiros. Por isso, separamos uma dica que facilita o pagamento de conta em bares e restaurantes. O Aplicativo “Passa Régua” permite ao usuário dividir o valor total da conta com o grupo de amigos de maneira prática. Além disso, é possível separar na divisão o consumo de bebidas ou itens caros que podem tornar injusta a divisão por igual.

3 - Me Atende:

Agora, se você está cansado de aguardar na linha o atendimento de alguma empresa, o app “Me Atende”, ajuda o consumidor a entrar em contato com a central de atendimento ou SAC das maiores empresas do Brasil. É possível solicitar o contato da companhia com a qual precisa falar e receber o retorno dela. Basta selecionar uma empresa e informar o motivo do contato. É importante ressaltar, que mesmo que a empresa não esteja disponível no sistema, o consumidor poderá obter o telefone em uma lista disponível dentro do aplicativo.

4 – RedLaser

Na hora da compra, para fazer boas escolhas, pesquisar preço é um requisito  fundamental. Mas nem sempre o consumidor tem tempo disponível para ir até as lojas em busca das melhores ofertas. Um aplicativo que pode ser um ótimo aliado na hora de escolher entre uma variedade de produtos é o “RedLaser”. O app lê os códigos de barra, pesquisa itens e seus respectivos preços e mostra detalhes de tudo o que você precisa saber, incluindo avaliações de produtos, informações nutricionais e informações críticas.

5 - GuiaBolso

Pesquisa recente realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que oito em cada dez brasileiros não sabem controlar gastos. Se você está precisando organizar melhor suas finanças, o app “GuiaBolso” é um bom aliado na tarefa. Com ele, o consumidor pode organizar suas rendas e despesas, registrar por data os seus movimentos de dinheiro e, em seguida, analisar os resultados em relatórios, que ainda mostram por meio de gráficos o período de maior equilíbrio no mês.

E então, gostou das nossas dicas? Vale lembrar, que alguns apps não são compatíveis com todos  os sistemas operacionais. 

Fonte: Diário do Consumidor

Após ressaca de crédito no Brasil, consumidor tem de evitar empréstimo

 País passa por alta da inflação e juros caros, o que
gera uma insegurança em relação à manutenção dos
empregos. Dica para o momento é não fazer dívidas

A fatura do cartão de crédito, o boleto do financiamento do carro ou da moto e a conta do supermercado podem ser os principais inimigos que o consumidor brasileiro terá de combater em 2015. O País vive hoje uma ressaca provocada pelo crédito abundante ofertado nos últimos anos – um dos mecanismos de estímulo utilizado pelo governo para alimentar a atividade econômica, o emprego e o consumo interno. Somado a isso, temos inflação e juros em alta e uma insegurança em relação à manutenção dos empregos.

“Vivemos uma ressaca de crédito que começou no fim de 2013. Esse momento faz o consumidor recuar diante da tomada de crédito, porque quer evitar a inadimplência ou o endividamento excessivo. O nível do crédito até se mantém, há crédito. Mas as condições são muito diferentes: os prazos estão mais curtos, os juros em elevação, os spreads [diferença entre o custo do dinheiro para o banco e o que ele cobra do cliente, uma espécie de ágio] estão aumentando. Está mais difícil como reflexo da conjuntura negativa”, explica Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Dados recentes da Serasa e do SPC Brasil apontam uma perda de apetite pelo crédito e uma menor disposição do consumidor em assumir dívidas. Segundo a Serasa Experian, a demanda por crédito caiu 2,5% em janeiro e recuou 10,7% em fevereiro. Na comparação anual, aumentou apenas 0,9%, quando a média dos últimos anos era de crescimento de 5% em 12 meses. “A taxa de juros, que é o preço do crédito, está subindo. Não é mesmo o momento de comprar crédito porque o produto [juro] está em elevação", explica Rabi.

Segundo o SPC Brasil,  as consultas para vendas a prazo (indicador que funciona como um termômetro de intenção de compra) recuou pelo segundo mês consecutivo, em fevereiro ao cair 4,83% ante janeiro (-28,85%).

Não é o momento de o consumidor contrair crédito porque ambiente econômico precisa de ajustes que derrubem os juros altos

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, explica que os bancos cobram taxa de juros maior porque o risco de inadimplência está crescendo, apoiado em outros indicadores, como o pessimismo do consumidor, do empresário, com a insegurança em relação ao emprego. "Muitos setores fazem um movimento de demissão ou utilizam mecanismos que reduzam custos. A tendência é que ao longo deste ano a indústria, principalmente de bens duráveis, dê férias coletivas, reduza jornadas de trabalho, corte horas extras, tudo em um esforço para não demitir, o que também gera custos. Isso tem impacto na renda, na liquidez e na expectativa de quem emprega, compra ou vende”, explica Marcela.

A analista administrativa Fabiana Arnoldi, de 34 anos, é um bom exemplo da situação que os economistas descrevem. Ela e o marido têm dívidas de financiamento do carro e em dois cartões de crédito e não estão dispostos a pegar mais crédito porque "os juros são muito altos".

“Há dois meses quitei uma dívida de um cartão, por meio de um empréstimo parcelado em 36 meses. Agora procuro os credores um a um para fazer acordo e pagar aos poucos tudo, até porque não consigo pagar tudo de uma vez. Procuro as empresas em busca de acordo, mas ninguém aceita. Tenho dificuldades porque fica claro que não querem que eu quite a dívida, querem ganhar com os juros sobre os juros, com o prolongamento da dívida”, desabafa a consumidora. Com três filhos, o mais novo com menos de um ano, Fabiana afirma que ela e o marido não têm como se desfazer do carro porque precisam levar e trazer as crianças para outras pessoas cuidarem enquanto trabalham.

O índice de Intenção de Consumo das Famílias, verificado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu em março o menor nível da série histórica iniciada em janeiro de 2010, ao registrar quedas de 6,1% em relação a fevereiro e de 11,9% em relação a março de 2014. O indicador fechou março em 110,6 pontos e permanece ainda acima da zona de indiferença (100 pontos), indicando um nível ainda favorável.


O economista da Serasa afirma que os bancos e instituições financeiras nunca perdem. "Eles ganham de qualquer jeito, mas com crise e elevação do produto do juro, parecem que vão bem neste momento” diz Rabi, da Serasa Experian. Para oo economista, o mais aconselhável é o consumidor não se endividar agora, pelo contrário deve poupar até que a economia volte a ganhar confiança. “O único financiamento que vale ser feito nesse momento é o da casa própria. Isso quando for possível trocar a parcela do financiamento pelo aluguel. Não é  hora para comprar um imóvel apenas para investimento. Os juros não favorecem esse tipo de investimento”, explica Rabi.

Volta de ambiente amigável ao consumidor depende de muitos fatores

A economista-chefe do SPC Brasil explica porquê o cenário econômico não é propício para a tomada de crédito
Marcela Kawauti, da SPC Brasil, explica que é preciso analisar o crédito hoje considerando não apenas as dívidas em atraso dos bancos (credores de 50% dos inadimplentes), mas também as dívidas do comércio, que representam 20%, inadimplência puxada principalmente pelos crediários e financiamentos diretos disponíveis no varejo.

“Os bancos estão sendo mais cuidadosos na hora de conceder crédito e o consumidor não está assumindo dívidas para comprar linha branca, carro, moto com prazos longos. Essa falta de disposição ou condição para a compra retrai também o crédito no comércio e na indústria, na venda de bens em geral, e provoca um efeito na cadeia produtiva, com setores industriais passando por um momento difícil. Junta-se a isso o empresário sem confiança ou estímulo para investir e temos essa estagnação da atividade”, analisa Marcela.

Para Marcela, a melhora sistêmica começou a ser embasada agora e só vai melhorar em meados de 2016. “Quando o ciclo de ajuste fiscal e monetário acabar, deve melhorar confiança. Ainda estamos no meio do ciclo. O ajuste fiscal [uma série de medidas para reduzir de despesas do governo] nem passou no Congresso. O ajuste monetário [elevação da taxa de juros] já começou, mas o impacto demora de 8 a 9 meses. Tudo isso contribui para dizer que nesse ano o crédito não vai voltar a impulsionar a economia. A melhora começa só no ano que vem e não vai ser no começo do ano”, podera Marcela.

A economista-chefe do SPC Brasil explica que a inflação no País não é só de demanda. “A inflação tem a ver com reajuste de preços administrados que estavam represados (luz, gasolina) e foram reajustados agora. A produtividade baixa também eleva os custos de nossos produtos. Em resumo, nossa inflação é estruturada e por isso é resistente. Leva tempo e demanda ajustes para recuar." Marcela afirma ainda que o impacto do dólar na cadeia também prejudica. "Não sabemos até onde vai o preço da moeda hoje. É um risco adicional e está presente em vários componentes da indústria.”


Fonte: IG

segunda-feira, 23 de março de 2015

TIM adia suspensão da internet móvel de clientes pós-pagos após fim da franquia

A TIM, que pretendia suspender a navegação de internet no celular para os clientes de planos pós-pagos, a partir desta sexta-feira (20 de março), quando atingissem a franquia de dados contratada, adiou a decisão. 

Por enquanto, os clientes que pagam contas permanecerão com a velocidade reduzida ao atingirem o limite contratado, mas o serviço não será interrompido. No entanto, em breve, para continuar a navegar, será preciso comprar pacotes adicionais, como já acontece com clientes pré-pago e controle da operadora e das concorrentes Oi, Vivo e Claro.

A mesma medida vai atingir clientes pós-pagos da Claro, a partir de abril, e da Vivo, nos próximos meses. A Oi ainda não informou quando vai adotar a estratégia, mas lembrou que a prática de bloqueio de navegação após o consumo da franquia total é usual em vários países.

A TIM não esclareceu por que razão decidiu manter por mais tempo a navegação reduzida, mas confirmou que, em breve, vai “expandir a nova mecânica para todos os clientes dos planos pós-pagos, que já foram notificados sobre a mudança”.

Cliente tem vitória na Justiça

Uma decisão judicial em São Paulo conseguiu reverter o bloqueio da web móvel do plano controle da TIM, já em vigor. O advogado Vinicius Koptchinski Alves Barreto, cliente da empresa nessa modalidade, entrou na Justiça por causa do corte total da internet ao atingir o limite contratado. De acordo com a liminar concedida pela 1ª Vara Cível de São Paulo, a empresa está proibida de suspender o serviço. Mas a decisão vale apenas para aquele usuário.

"Procurei a operadora, em 2011, justamente por prometer a navegação ‘infinity’ (ilimitada). Hoje, uso o celular mais para trocar e-mails e mensagens via WhatsApp. Essa decisão abre um precedente favorável para outras ações semelhantes."

Vinicius, porém, ainda está com a navegação suspensa: "A liminar saiu no dia 16, mas, aparentemente, a TIM ainda não foi notificada. Então, não está descumprindo a ordem".


Fonte: Extra

Unesco: mundo precisará mudar consumo para garantir abastecimento de água

Relatório da Unesco diz que crise global de água é
um problema de governança. Foto: Divulgação/Cesan

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, "mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento. Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante.

De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050. Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Os dados estão no relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável.

O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade. Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação.

Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas. A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050.

Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução”, diz.

Cada país enfrenta uma situação específica. De maneira geral, a Unesco recomenda mundanças na administração pública, no investimento em infraestrutura e em educação. "Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso", diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

No Brasil, a preocupação com a falta de água ganhou destaque com a crise hídrica no Sudeste. Antes disso, o país já enfrentava problemas de abastecimento, por exemplo no Nordetste. Mergulhão diz que o Brasil tem reserva de água importante, mas deve investir em um diagnóstico para saber como está em termos de política de consumo, atenção à população e planejamento. "É um trabalho contínuo. Não quer dizer que o país que tem mais ou menos recursos pode relaxar. Todos têm que se preocupar com a situação".

O relatório será mundialmente lançado hoje (20) em Nova Délhi, na Índia, antes do Dia Mundial da Água (22). O documento foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água. A intenção é que a questão hídrica seja um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vêm sendo discutidos desde 2013, seguindo orientação da Conferência Rio+20 e que deverão nortear as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 20 de março de 2015

Liminar proíbe TIM de cortar pacote de dados ao fim da franquia

A TIM, última das empresas do ramo de telefonia móvel a aderir ao modelo de negócios onde operadoras cortam o acesso à internet dos usuários, quando o mesmo alcança a franquia de dados contratada, foi proibida de fazê-lo através de um pedido liminar enviado à 1ª Vara Cível de São Paulo no dia 18 de março, estabelecendo que a operadora retorne os serviços de navegação como antes.

O Advogado Vinicius Koptchinski Alves Barreto foi quem conseguiu a liminar, após ter seu acesso à internet impedido, antes mesmo alcançar sua franquia de apenas 30MB, o que o privou de ter acesso a seus e-mails. Vinicius afirmou que no modelo de negócios antigo, ele continuava navegando, porém, com velocidade reduzida, o que amenizava a situação.

O cenário atual, iniciado pela operadora VIVO, logo após sendo seguido pela Claro e a Oi, segue o modelo de negócios Europeu e Americano, onde teoricamente, os clientes acabariam tendo uma experiência de navegação mais fiel na rede móvel, contudo, tal medida fere o direito do consumidor; Tanto que o próprio Procon recorreu à justiça, por entender que os consumidores tiveram seus contratos alterados de uma forma unilateral.

Apesar das operadoras alegarem que o fim da “velocidade reduzida“ ajudaria os usuários, na verdade, quem acaba se ajudando são elas mesmas, pois terminam lucrando até mais com a venda de pacotes de dados adicionais para a aqueles desesperados que não conseguem ficar sem conexão, algo que no final das contas, acaba pesando bastante no bolso dos clientes. 

Fonte: Olhar Digital 

Pagou juros de obra ou seguro de obra? Saiba os seus direitos

O governo federal, com o propósito de alavancar o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), lançou o chamado “crédito associativo”, por meio do qual a Caixa Econômica Federal (CEF) e/ou o Banco do Brasil (BB) abrem uma linha de crédito para financiamento habitacional, mediante recursos do FGTS, com financiamento direto às pessoas físicas.

“Nesse tipo de financiamento, a construtora (incorporadora) formará um grupo de pessoas associadas cujos financiamentos, FGTS e subsídio do governo federal - se houver - somarão o custo da obra, que poderá ser ou não dividida em fases, dependendo do porte do empreendimento imobiliário”, explica Wilson Cesar Rascovit, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) – Seção Goiás.

De acordo com ele, “o problema é que ninguém explica ao consumidor/mutuário realmente o que isso significa”. “Pelo crédito associativo, o consumidor/mutuário assina o contrato de financiamento imobiliário durante a fase de construção e o banco faz a transferência do financiamento imobiliário para a vendedora.”

Segundo Rascovit, no período que o empreendimento está em construção, a instituição financeira (CEF ou BB) libera, gradativamente, o montante financiado pelos mutuários à construtora, conforme a evolução da obra. “Sobre tais quantias incide a taxa de juros do contrato de financiamento habitacional, que é paga mensalmente pelo devedor/mutuário.”

O presidente do Ibedec Goiás diz que, nesse período, a prestação mensal do financiamento é composta tão somente pelos referidos juros (de obra) e encargos acessórios, ou seja, não há amortização do saldo financiado. “Para piorar a situação, o agente financeiro só considera que a obra foi concluída após a averbação do Habite-se, expedido pela prefeitura, no Cartório de Registro de Imóveis competente. Só depois disso é que começa o prazo de amortização do saldo devedor.”

O que isso significa? “Significa que, enquanto o projeto apresentado para o agente financeiro não for cumprido, o banco continuará a cobrar o juro de obra, causando grandes prejuízos para o mutuários, porque essa parcela pode chegar até o valor da parcela pactuada entre mutuário e agente financeiro, e, nesse meio tempo ele esta na maioria das vezes pagando o aluguel enquanto não recebe as chaves da tão sonhada casa própria, ou seja, a tão sonhada casa própria vira um pesadelo”, alerta Rascovit.

Se houver concordância com a cobrança do juro de obra, até porque o consumidor/mutuário assinou o contrato de financiamento com o juro de obra, salienta o presidente do Ibedec Goiás, “existem datas que devem ser cumpridas, assim como determina o próprio contrato com a Caixa Econômica Federal e/ou Banco do Brasil”.

O problema, destaca Rascovit, é que isto, na maioria das vezes, não é cumprido. “O pagamento de juros de obra, além da data prevista para entrega das chaves, deve ser suportado pela construtora. Caso isto não aconteça, o consumidor/mutuário poderá ingressar com ação de indenização para receber pelo período extrapolado, pois fere o artigo 6º, VI e VII, do CDC (Código de Defesa do Consumidor), além dos artigos 186 c/c 927, parágrafo único, do Código Civil”, informa.

“Como podemos verificar, o crédito associativo (juros de obra) é a pior forma para o consumidor/mutuário adquirir um imóvel, pois se houver atraso na entrega da obra, após o término do prazo previsto no cronograma, todos os mutuários pagarão valores a mais para o banco, por erro da vendedora, sendo que esses valores não amortizarão em nada o financiamento já contraído”, ressalta Rascovit.

O presidente do Ibedec Goiás, portanto, orienta: “Caso tenha passado por esse problema junto à construtora, procure seus direitos, pois o Poder Judiciário esta ai para lhe ajudar”.


Postado por Marjorie Avelar 
Assessora de Comunicação do Ibedec Goiás